terça-feira, 6 de novembro de 2012

Treinamento Resistido para Ciclistas.


O que podemos aprender de Lance Armstrong sobre se tornar forte para o esporte.

O ciclista Lance Amrstrong impressionou o mundo com suas inigualáveis conquistas na volta da França – e por superar um processo de câncer. Para entender como Armastrong “mudou o jogo”, vamos observar um pouco da carreira do nadador Mark Spitz.

Um dos mais impressionantes atletas olímpicos de todos os tempos, Spitz ganhou sete medalhas de ouro nas Olimpíadas de 1972, um fato sem precedentes. Então mais de 20 anos depois ele decidiu retornar as competições. Ele focou nos 100 metros nado borboleta, pensando ser esse o evento onde poderia se dar melhor (o recorde mundial naquele tempo era de 52.84 e ele tinha feito 54.27). Ele baixou o tempo para 58.03, mas não foi o suficiente para se qualificar para as eliminatórias das Olimpíadas do ano 2000.

Em vários artigos escritos sobre o treinamento de Spitz, os fisiologistas elogiavam seu VO2 máx – isto é, sua capacidade aeróbica. E se você ler o livro The 50-Meter Jungle, o qual documenta o treinamento de nadadores olímpicos, incluído Mark Spitz, verá que o foco de seu treino era o alto volume; e o treinamento na terra era essencialmente limitado a alongamentos. Ainda, foi só após a segunda aposentadoria de Spitz que ele descobriu o que tinha feito de errado: “Eu perdi aquilo que todo mundo perderá um dia: a agilidade” disse Spitz. Ele também notou que, provavelmente teria sido um melhor nadador se tivesse levantado pesos. Agora de volta a Armstrong.

Se você observar o vídeo em anexo, você verá Armstrong realizando Power Cleans, subidas altas na caixa com halteres e agachamentos laterais. Essa é uma mudança de paradigma, já que não ouvimos muito sobre atletas de endurance de elite utilizando esses tipos de levantamentos – ou qualquer treino de força – para melhorar o desempenho em seu esporte. Já vi programas de treinamento de força para remadores que recomendam séries de 30 ou mais repetições, mas esses programas de “endurance muscular” irão diminuir a potência, uma razão pela qual esses tipos de treino inibem a síntese proteica nas fibras musculares. Em contraste, o treino de alta intensidade de Armstrong aumenta a síntese proteica nessas fibras.

Outra observação interessante sobre o vídeo de treino de Armstrong é que ele está fazendo um Power Clean da posição “pendurada”, o qual por natureza não apresenta um componente excêntrico e ele realiza uma subida na caixa, sem componente excêntrico. O ciclismo é caracterizado por contrações musculares concêntricas, diferentemente da corrida, na qual inclui um componente altamente excêntrico. Sabendo isso, podemos observar que outro tipo de exercício de força biomecanicamente parecido, que poderia ser útil para um ciclista, seria puxar o trenó.

Eu comentarei mais adiante sobre o treinamento de Armstrong, mas o resultado mais importante de seu treino é de que ele foi desenhado para aumenta sua habilidade para produzir altos níveis de potência de perna sem aumentar de maneira significativa o seu peso corporal. Aumentar a potência das pernas é importante especialmente para pedalar nas subidas e permite que o ciclista mantenha maiores velocidades por um período mais longo. Como uma analogia, sabemos quando observamos os tempos parciais de velocistas, que uma das razões pelas quais um velocista de classe mundial está apto diminuir seu tempo é porque conseguem manter sua velocidade máxima por um período maior de tempo. Como exemplo, nas olimpíadas de 1988, Ben Johnson correu para 9.79 e Carl Lewis correu para 9.92 na prova de 100 metros, mas seus tempos parciais nos primeiros 10 metros foram idênticos, 0.83 segundos – a diferença foi a de que Johnson conseguia correr mais tempo na velocidade máxima.

Para aqueles com histórico em ciências do esporte e que querem ver os dados fisiológicos de Armstrong coletados durante os seus anos de pico, confiram a edição de 17 de Março de 2005 do Journal of Applied Physiology. Esse artigo mostra que entre as temporadas de 1992 e 1999, a massa magra de Armstrong aumentou apenas 0.9 kg e seu VO2 máx durante suas vitórias entre 1999 e 2004 “estavam entre os maiores valores registrados entre corredores e ciclistas de classe mundial”.

Potência de Pedal Puxando Ferro

Embora existam muitas coisas que Armstrong possa estar fazendo corretamente em termos do treino com pesos, tais como, realizar uma subida na caixa com amplitude de movimento total, um estudo alemão recente demonstrou que realizar um trabalho de perna com amplitude total de movimento é superior aos movimentos parciais para melhorar o salto vertical, então o raciocínio de usar um banco alto é justificável.

Para grande parte dos atletas, especialmente aqueles com pequeno histórico em musculação, uma subida na caixa muito alta seria muito avançado. A progressão para as subidas que uso em meu treinamento e na qual ensino nos cursos de PICP nível 2, consistem em Poliquin step-up, Peterson step-up e side step-up; a progressão com implementos usados para adicionar sobrecarga são halteres, barra nas costas, barra na frente. Daqui, eu mudo para os agachamentos unilaterais, avanços e depois agachamentos. Armstrong deveria começar com o Poliquin step-up para focar em seu vasto medial obliquo, já que esses músculos do quadríceps são importantes para manter o alinhamento ideal dos joelhos durante os exercícios. Também adiciono que essa progressão é importante quando temos que lidar com tendinite patelar (joelho de saltador), que é uma lesão constante no ciclismo. Ainda, quando um ciclista estiver realizando os step-ups (subidas) é importante que a perna de cima faça todo o esforço. Para garantir que isso aconteça, o atleta simplesmente necessita levantar o dedão da perna de trás.

Neste vídeo Armstrong é mostrado realizando uma remada curvada unilateral. Eu gosto dessa remada porque permite que você contraia a parte superior dom corpo com o outro braço e assim dedique mais esforços para trabalhar os músculos que estabilizam os ombros e ainda voce podem esses músculos em uma amplitude maior de movimento. Claro, eu preferia usar halteres com pegada grossa para aumentar o efeito do treino, especialmente nos antebraços.

Mark Spitz e Lance Armstrong estão entre os maiores atletas de todos os tempos dentro de seus esportes. Sim, podemos aprender com o sucesso deles, mas também podemos aprender com seus erros. Se você é um ciclista e não levanta pesos, comece – e se você está levantando pesos, considere um olhar melhor de como está realizando esses exercícios.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Londres 2012: Ciclista alemão é ouro no tamanho de coxa, mas leva bronze por equipes

O ciclista Robert Forstemann, o coxudo das Olimpíadas, ficoum com a medalha de bronze na disputa do sprint por equipesFoto: ODD ANDERSEN / AFP
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O ciclista alemão Robert Forstemann ganhou fama nas Olimpíadas de Londres por ter coxas gigantes. Se no tamanho das coxas ele era ouro, no ciclismo, modalidade sprint, o atleta conquistou a medalha de bronze por equipes. Ao lado dos compatriotas Maximilian Levy e Rene Enders, ele só conseguiu o tempo de 43s178.
O ciclista Robert Forstemann, o coxudo das Olimpíadas, ficoum com a medalha de bronze na disputa do sprint por equipes
O ciclista Robert Forstemann, o coxudo das Olimpíadas, ficoum com a medalha de bronze na disputa do sprint por equipes Foto: ODD ANDERSEN / AFP

Forstemann (E) com os companheiros Rene Enders (C) e Maximilian Levy
Forstemann (E) com os companheiros Rene Enders (C) e Maximilian Levy Foto: Matt Rourke / AP

A Grã-Bretanha conquistou a medalha de ouro, com o tempo de 42s747, e a França levou a prata, com 42s991. Nem as coxas de 73cm conseguiram ajudar Forstemann a subir no lugar mais alto do pódio.... Porém, ele volta a competir no dia 4 de agosto, às 10h (de Brasília), no sprint individual.
Forstmann durante um treinamento em Londres


Leia mais: http://extra.globo.com/esporte/londres-2012/londres-2012-ciclista-alemao-ouro-no-tamanho-de-coxa-mas-leva-bronze-por-equipes-5667975.html#ixzz26BIACk00

domingo, 9 de setembro de 2012

Medindo os treinos


Especialistas explicam métodos diretos e indiretos para a avaliação da carga de treino no ciclismo de competição

16/08/2012 10:04 | Por Tiago Canal Jacques e Rodrigo Bini – GEPEC - Grupo de Estudo e Pesquisa em Ciclismo www.gepecbrasil.com, tcjacz@gmail.com, bini.rodrigo@gmail.com

Foto: Ivan Padovani
O treinamento no ciclismo geralmente utiliza medições indiretas como a frequência cardíaca (FC). Contudo, métodos diretos como os potenciômetros (power meters) que estão no mercado por preços cada vez mais atraentes, possuem vantagens.
O fato da FC ser um método indireto de controle da carga de trabalho pode ser explicado pela queda da capacidade cardiovascular em atividades de longa duração, quando ocorre o aumento da frequência cardíaca e concomitante redução no volume de sangue ejetado pelo coração - principalmente em situações de hipoidratação e/ou hipertermia (Montain e Coyle, 1992).
Além de ser influenciada por esses fatores, a função cardiovascular também pode ser alterada em função do posicionamento do ciclista (Jeukendrup e Van Diemen, 1998).
Vogt et al. (2006) comparou medições diretas (via potenciômetro) com medições indiretas (via frequência cardíaca) em seis ciclistas profissionais durante seis estágios de uma competição oficial da UCI. Os resultados demonstraram diferenças entre os métodos no tempo de trabalho em diferentes intensidades durante os estágios. Os autores observaram que a FC subestimou os tempos de permanência dentro das zonas de baixa e alta intensidades, enquanto superestimou o tempo de permanência na zona de média intensidade. A explicação, segundo os autores, pode estar relacionada a uma adaptação lenta do sistema cardiovascular em resposta as rápidas elevações ou reduções na potência, comuns em situações de competição.
Por exemplo, a FC pode estar em uma intensidade intermediária, enquanto a potência já está em uma intensidade mais baixa (ex: trechos com declive). Ou o contrário, o ciclista produz potência rapidamente durante um sprint e a FC ainda está em uma intensidade moderada, ocorrendo um atraso na adaptação da frequência.

Além disso, a queda da capacidade cardiovascular ocasionada pela desidratação, e pelo aumento da temperatura, pode influenciar, sendo que nessas condições a frequência de batimentos por minuto pode estar elevada em até 20 batimentos quando comparada a situações de hidratação e temperatura ideais. Dessa forma, o método direto parece ser mais preciso para a quantificação da carga de trabalho e para a prescrição do treinamento. Com isto, a frequência cardíaca deve ser utilizada com cautela como método de controle da intensidade do exercício, especialmente em situações de elevada temperatura e umidade.

Referências
VOGT, S. et al. Power output during stage racing in professional road cycling. Medicine and Science in Sports and Exercise [S.I.], v. 38, n. 1, p. 147-151, 2006.
MONTAIN S. J. and COYLE E. F. Influence of graded deyhidratation on hyperthermia and cardiovascular drift during exercise. Journal of Applied Physiology, v.73, p. 1340-1350, 1992.
JEUKENDRUP A. and VAN DIEMEN A. Heart rate monitoring during training and copetition in cyclists. Journal of Sports Science, v. 16, p. 91-99, 1998.


 
Pausa na Musculação  

Os fatores que estimulam o crescimento muscular e o efeito de uma pausa mais prolongada nos treinamentos


Foto: getty images
No treinamento, os objetivos alcançados dependem de vários fatores, principalmente para quem pretende o seu máximo.
Estimulo adequado, por exemplo, para chegar ao objetivo desejado. Bem como nutrição alimentar, descanso correto e proporcional, tempo de treinamento bem planejado e administrado (dias, semanas, meses e anos) e também um pouco de individualismo.
Movimento
A musculação (hipertrofia) nada mais é que uma inflamação muscular, estimulada por uma espécie de agressão à musculatura, mais próxima de uma provocação (atividade intensa).A resposta é justamente o nosso objetivo. Mas que pode ter as mais diferentes utilidades, como: hipertrofia, resistência muscular, força e força explosiva, entre outros exemplos.
Pode-se dizer que, nesse treinamento, a comparação é próxima da construção de uma grande casa. Que deve ser construída aos poucos, por partes, sem pressa, e com um bom alicerce.
O cuidado serve para alcançar melhor a chamada “memória” muscular. Ou seja, a musculatura tem sim uma memória, que uma vez corretamente estimulada, com qualidade e tempo, irá se lembrar (significa manter a qualidade muscular conquistada) durante um longo período.
Você pode até perder volume, tônus e força muscular, mas quando se exercitar novamente, todo o músculo se adapta mais rapidamente, e com muito mais qualidade do que a musculatura de um sedentário, pois sua comunicação nervosa ainda esta ativa.
Parada
Já o tempo de pausa do treinamento e recuperação plena, varia de indivíduo para indivíduo, por causa do fator “genética”, que é fundamental.
Algumas bibliografias dividem os indivíduos em três grupos:
Ectomorfo: tem como biótipo uma pessoa magra e com musculatura menos desenvolvida.
Mesomorfo: tem como biótipo ser mais bem dotados geneticamente falando porque são mais pré-dispostos a terem maiores ganhos musculares.
Endomorfo: tem como biótipo a facilidade do acumulo de gordura.
Falando em recuperação de musculatura, é claro que indivíduos Mesomorfos tem mais facilidade na recuperação de seu físico, ou seja, tem maior retenção de musculatura.
Importante lembrar que não há um tempo certo para dizer que você perdeu massa muscular, mas é fato que uma musculatura não estimulada em semanas já sofre mudanças. Nosso corpo é muito inteligente, mas não vai manter um volume gastando energia sem necessidade. O ideal é que o exercício treino não passe por grandes pausas, sem nenhum tipo de estímulo.
Considerar também que, se você não é atleta, e não depende de seu físico, férias e viagens são bem vindas, e muitas vezes até necessárias. Então o melhor é minimizar as perdas pela falta de treino de outra forma, com atividades ao ar livre, como umas flexões de braços, abdominais ou até adaptar algumas matérias para executar exercícios. Também pode-se mudar o estímulo, como uma corrida na praia, tendo uma visual como motivador psicológico.
Retorno
Não abusar de álcool também ajuda muito nessa recuperação. Mas se nas férias não houve tempo, condições e paciência para a pratica de atividades, reinicie com uma adaptação mais leve, e diminua o volume do treino. Assim, você também diminui as dores pós-treinos e os riscos de uma lesão mais grave.
Portanto, praticantes de atividades físicas atrás de condicionamento e hipertofia muscular, pelos mais diferentes motivos, devem se beneficiar de um correto descanso em suas atividades. Por mais riscos a que se exponham, em prejudicar sua performance e resultados, estarão sempre em mais favoráveis condições quando comparados a indivíduos sedentários, com tempo de readaptação sempre muito menor.

Fonte Ativo.com

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

'O importante é se mexer'


Fonte: O Globo


A neurocientista Michal Schneider Beeri nunca vai esquecer a reação de seu pai quando o informou que seguiria carreira científica, deixando de lado o diploma de administração: “Tudo bem, minha filha, mas como você vai ganhar dinheiro?”. Vinte anos depois, Michal é uma estrela em ascensão no estudo do mal de Alzheimer, trabalhando na Escola de Medicina do Hospital Mount Sinai, em Nova York, e como diretora do Centro de Neurociência do Hospital Sheba, em Tel Aviv. Filha de um brasileiro e uma chilena, ela atualmente participa da criação de um banco de dados com informações de filhos de portadores de Alzheimer, em Israel, para detectar os primeiros sintomas e ajudar na prevenção da doença.

O GLOBO: A senhora escreveu um editorial sobre um estudo da Universidade de Rush, de Chicago, publicado na “Neurology”, segundo o qual ser fisicamente ativo reduz o risco de contrair o mal de Alzheimer. De que tipo de atividade estamos falando?
MICHAL SCHNAIDER BEERI: Qualquer atividade. Os pesquisadores amarraram um aparelhinho no pulso de pacientes com média de idade de 82 anos e mediram todos os movimentos deles por mais de três anos: andar, cozinhar, lavar louça, varrer a casa, dirigir, subir escadas, brincar com os netos. Os resultados mostram que as pessoas, incluindo os idosos, que se movimentam menos, têm duas vezes mais chance de desenvolver o mal de Alzheimer. O importante é se mexer, ser ativo, não importa como e em que idade.

O que mais está provado que ajuda a reduzir o risco de contrair Alzheimer?
MICHAL: Um fator importante é a educação formal. Analfabetos têm mais risco de desenvolver a doença, por exemplo. Quanto mais anos de estudo você tem, menos chance terá de desenvolver a doença. Outro exemplo é a atividade cerebral. É fazer a cabeça funcionar. Isso vale com joguinhos de computador, de cartas, de tabuleiro. Quando você lê o jornal, deve ler não só as manchetes.
Deve ler os artigos até o fim, pensar sobre eles, criticá-los, discutilos com outras pessoas.

Quer dizer que joguinhos no computador não são perda de tempo? MICHAL: Não, mas é preciso que haja um equilíbrio. Exercícios físicos ainda são mais vantajosos, porque exercitam o corpo e o cérebro ao mesmo tempo. Quando você está jogando bola com os amigos, tem que pensar onde a bola vai cair, calcular a velocidade para chegar até ela, pensar numa estratégia. Isso tudo é exercício mental, além de físico.

Há muito investimento na pesquisa sobre cura e prevenção do mal de Alzheimer hoje?
MICHAL: Está aumentando, mas ainda não pode ser comparado ao financiamento para a cura do câncer, por exemplo. O conceito de investir em velhice ainda não é bem aceito. Mas as coisas estão mudando, porque a demografia no mundo está mudando. A faixa de idade de 85 anos em diante é o segmento populacional que mais cresce.

Mas houve avanços que a senhora considere importantes no tratamento da doença na última década?
MICHAL: Do lado terapêutico, não. Há alguns remédios novos, mas essas drogas têm efeitos colaterais fortíssimos. Houve um avanço grande, no entanto, no entendimento de que a doença começa por volta dos 40 anos de idade, três ou quatro décadas antes da manifestação dos primeiros sintomas clínicos. Quando eles surgem, já é tarde demais. O problema é detectar os sintomas tão cedo. Procuramos sinais biológicos que acendam uma luz vermelha.
A genética é um deles. Mas a maior parte dos casos não tem a ver com genética. Os fatores de risco mais conhecidos são doenças como diabetes e seus sintomas, além de hipertensão, colesterol e triglicerídeos altos, excesso de peso e estresse. Tudo o que é ruim para o coração ou outros órgãos, é ruim para o cérebro.

Sua ligação com o Brasil foi importante para seu sucesso profissional? MICHAL: Deixei o Brasil com 17 anos mas sinto que a alegria de viver, a animação, a energia positiva que faz as pessoas ao meu redor quererem trabalhar duro, vieram da minha cultura brasileira.

FATORES DE RISCO
IDADE: É possível manifestar a demência antes da velhice, mas as chances de desenvolver o Alzheimer aumentam muito com a idade. A maior incidência de doenças do coração e derrames, mudanças nas estruturas e no DNA das células nervosas, e o enfraquecimento dos sistemas de reparo do corpo são alguns dos motivos.

GÊNERO: Mulheres têm mais riscos de desenvolver a doença. O motivo pode ser a falta de estrogênio na pós-menopausa, mas estudos apontam riscos ainda maiores com a reposição hormonal.

GENÉTICA: Os genes podem ser um determinante, mas seu papel no desenvolvimento da doença ainda não foi totalmente entendido.

HISTÓRICO MÉDICO: Esclerose múltipla, doença de Huntington, HIV e síndrome de Down podem estar associadas ao Alzheimer. Pressão alta, colesterol, diabetes e obesidade também são fatores de risco.

DIETA: A alimentação pode afetar o desenvolvimento de muitas doenças, inclusive a demência.
Alguns estudos, ainda sem confirmação, apontam o café e alguns temperos como protetores do cérebro.

FUMO: É nocivo para o coração, os pulmões e o sistema vascular, incluindo os vasos do cérebro.

ÁLCOOL: Em excesso, por um longo período, aumenta as chances de desenvolver demência. Mas alguns estudos sugerem que o consumo moderado de vinho tinto ajuda a proteger contra a doença.

EXERCÍCIOS:
Atividades regulares ajudam a manter o coração e o sistema vascular saudáveis. Mesmo a movimentação mais leve ajuda a prevenir a doença.